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Arquivo
X Arquétipo
A
Coleção Quiosque, de ensaios sobre quadrinhos e cultura pop traz em sua
11ª edição um estudo sobre a série televisiva Arquivo
X, que alcançou uma grande audiência
em todo mundo. O texto de Ariadne Rengstl tem por base as teorias do psicólogo
suíço Carl Gustav Jung, que desenvolveu o princípio do Inconsciente
Coletivo e definiu a existência dos arquétipos.
Os arquétipos - base das histórias mitológicas existentes no
inconsciente coletivo da humanidade - influenciam até hoje o
comportamento humano, levando à concepção dos mitos.
Para
Ariadne, a presença de arquétipos e mitos na série de suspense e ficção
científica Arquivo X pode atingir
o inconsciente do público a ponto de se tornar um grande sucesso. O
trabalho, além de traçar o perfil dos principais personagens da série,
analisa os episódios Nunca
Mais, Revelações e O
Repouso Final de Clyde Bruckman,
onde são encontrados conteúdo mitológico, arquétipos e símbolos.
A
série Arquivo X foi criada por Chris Carter para a TV
norte-americana em 1992, produzida e veiculada pela Twentieth Century Fox.
O episódio piloto The X-files: Pilot (Arquivo X: Episódio
Piloto), foi ao ar em 10 de setembro de 1993, nos EUA, e em 4 de
dezembro de 1994, no Brasil. O interesse de Carter era criar algo
“realmente assustador”, semelhante a programas como Além da
Imaginação (Twilight Zone), a suspenses de Alfred Hitchcock e
filmes como A noite do Estrangulador que deu origem à série Kolchak
e os Demônios da Noite (Kolchak: the Night Stalker), levada ao
ar pela rede norte-americana ABC, em 1974 e 1975 e que serviu como inspiração
primordial para Carter criar sua série.
Em
Arquivo X, dois Agentes
Especiais do FBI investigam qualquer tipo de fenômeno paranormal. Um
deles é cético (Dana Scully) e o outro é crédulo (Fox Mulder)
devido a uma experiência pessoal que o motiva, o fato de sua irmã ter
sido provavelmente abduzida por alienígenas. Eles trabalham para a divisão
do FBI encarregada de investigar casos restritos e secretos.
Uma
característica da série é que os agentes procuram o fenômeno depois
que outras pessoas se depararam com ele, e não por mera casualidade.
Dessa forma os personagens ganharam mais credibilidade e o suspense cresce
devido à singularidade de cada novo caso. O tema Ovni é apenas um
dos vários temas que abrange o seriado, e o fato de o próximo fenômeno
investigado ser desconhecido, gera impaciência no telespectador, dando
maior densidade à série.
A
autora conclui que os arquétipos
personificados pelo inconsciente
coletivo exercem determinado tipo de fascínio sobre os indivíduos.
O poder dos mitos no cotidiano humano direciona os rumos da vida das
pessoas e em conseqüência influencia a formação de toda uma sociedade,
ideológica e politicamente, envolvendo também o interesse pelo
entretenimento. Seguindo esses princípios, a série Arquivo
X atingiu a sensibilidade do público mundial, fascinou a todos com
seu conteúdo fantástico e, logicamente, atingiu o inconsciente humano
que se rende a mitos com significados universais.
Arquivo X Arquétipo:
Mitos e Símbolos no seriado Arquivo X
Ariadne
Rengstl
Coleção
Quiosque nº 11
João
Pessoa: Marca de Fantasia, 2005. 92p. 12x18cm. R$13,00
ISBN
85-87018-50-7
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