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documentário paraibano no cinema brasileiro |
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O
DOCUMENTÁRIO PARAIBANO NO CINEMA BRASILEIRO
Mito,
reconstituição e ficção em Aruanda
Lúcio
Vilar & Cecília Porto (orgs)
Série
Veredas nº 3
João
Pessoa: Marca de Fantasia, 2007,
52p, 13x19cm
ISBN
978-85-87018-78-6
R$10,00
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Fest-Aruanda
Coerente
com essa tradição documentarista paraibana – uma espécie de
vocação já apontada por vários pesquisadores e estudiosos do
cinema paraibano – é que o Decom volta nessa primeira metade do
novo século a ser é o epicentro de uma nova efervescência
audiovisual, favorecendo o surgimento de mais uma geração focada
no documentário e se arriscando no terreno da ficção.
Inicialmente
através de uma modesta mostra de vídeo, de consumo interno, em
2003, e que dois anos depois ganha nova nomenclatura e dimensão
nacional. É o Fest-Aruanda do Audiovisual Universitário
Brasileiro, cuja primeira edição ocorreu em dezembro de 2005, e
que adquire caráter nacional com a inclusão da categoria produção
de tevês universitárias/educativas do país.
Como
não poderia deixar de ser, é o antológico
filme do cineasta paraibano Linduarte Noronha quem se presta a
nomear com muita honra o primeiro e efetivo festival paraibano. A idéia
da primeira edição do evento - realizado em dezembro de 2005 -
dentro da programação do Cinqüentenário da Universidade Federal
da Paraíba (UFPB), partiu do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Produção
Audiovisual (Neppau), com apoio da Chefia do Departamento de
Comunicação e Turismo (DecomTur), e co-realização do Centro de
Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) e Reitoria da UFPB.
O
Fest-Aruanda proporciona em suas linhas gerais um efetivo e profícuo
intercâmbio das várias vivências audiovisuais, normalmente
destinadas ao consumo interno das respectivas instituições de
ensino superior nas áreas da ficção, documentário,
animação, produção de TV, videoclipes e peças publicitárias de
instituições públicas e privadas que são vistos e julgados tanto
por uma comissão técnica quanto pelo grande público que prestigia
o festival.
Seminário
Além
disso, o festival se propõe a ser um espaço de reflexão teórica
em torno do cinema documentário através de seminários,
mesas-redondas e debates com personalidades ligadas ao cinema
brasileiro, sejam docentes e/ou teóricos universitários como
Jean-Claude Bernardet (ECA-USP), jornalistas como Maria do Rosário
Caetano (Revista de Cinema), Luiz Zanin (crítico de cinema do
jornal Estado de São Paulo), assim como documentaristas do
porte de um Sílvio Da-Rin, Linduarte Noronha, Evaldo Mocarzel e
Beth Formaginni que tiveram participações nas duas últimas edições
(2005-2006).
Contemplado
na presente publicação estão alguns registros das participações
de Jean-Claude Bernardet, Sílvio Da-Rin, Linduarte Noronha e Maria
do Rosário Caetano, sendo esta última curadora do evento em 2006.
Tiveram participação ainda os professores João Batista de Brito,
Bertrand Lira, Pedro Nunes e Shirley Martins, mais o jornalista e
pesquisador Wills Leal e a documentarista e produtora Beth
Formaginni.
O
seminário e os textos aqui reunidos refletem tal dimensão
reflexiva, enveredou pelos caminhos de Aruanda, seu viés ficcional
e as implicações de tais dispositivos na história do gênero a
partir de sua gênese, estabelecendo nexos ou pontes entre Nanook
(Flaherty) e Aruanda, via Linduarte. São recortes
consistentes da história do documentário que se cruzam com o ciclo
documentarista paraibano e suas repercussões no cinema novo
que será inventado na década de sessenta.
Longe de quaisquer resquícios
de ufanismos estéreis e desprovidos de rigor analítico, o que os
leitores terão a disposição são algumas lúcidas e provocativas
contribuições teóricas que jogam , fundamentalmente, luzes sobre
o papel do documentarismo paraibano no contexto nacional e,
sobretudo, o quanto esse debate continua na ordem do dia.
Afinal, há sempre um elemento novo a ser descortinado nos filmes,
ainda que sejam clássicos como nos ensina Jean-Claude Bernardet.
Lúcio
Vilar
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