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Happy
Slap!: crônicas anacrônicas de Maxx Figueiredo |
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HAPPY
SLAP!
Crônicas
anacrônicas de Maxx Figueiredo
Maxx
Figueiredo
João
Pessoa: Marca de Fantasia, 2008,
84p, 14x20cm
ISBN
978-85-87018-82-3
R$12,00
(frete incluso como carta simples)
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Universo
experimental de Maxx Figueiredo
Happy
Slap!: crônicas anacrônicas de Maxx Figueiredo não é, sem dúvida,
um álbum ordinário. Aparentemente seria apenas uma compilação de
histórias em quadrinhos de Maxx, como pode ser feito com a obra de
qualquer artista. Contudo, Happy Slap! traz uma unidade que perpassa
vários momentos, várias formas expressivas desse artista, em si
mesmo múltiplo e complexo.
Maxx
percorre com maturidade o universo das histórias em quadrinhos
sejam elas longas ou curtas, passando pela linguagem sintética das
tiras. Mas também envereda pela charge, pela escultura, pela animação,
por cenografia, por qualquer expressão das artes gráficas. Seu
trabalho, além de múltiplo, rompe fronteiras, sendo conhecido na
Inglaterra, na Espanha e em Portugal. Também no Brasil Maxx já
publicou em inúmeras revistas com as mais diversas linhas
editoriais, como a Caros Amigos, Viver Psicologia, Sexy, Exame,
Vip, Men’s Health, Heavy Metal, entre outras.
No
campo das revistas em quadrinhos, Maxx já nos havia dado mostra de
sua competência com a edição de Betty Grupy, lançada na série
Graphic Talents pela editora Escala no início da década de 2000.
Era uma revista para um público juvenil onde se percebia sua
desenvoltura ao tratar do tema e a segurança de seu desenho no
estilo cartunístico.
Em
Happy Slap! nós temos uma representação mais densa da obra
de Maxx, mais reflexiva e crítica, chegando ao limite da
experimentação gráfica e da ousadia textual. Na HQ que abre o álbum,
“O amor”, por exemplo, Maxx trabalha ao mesmo tempo com o traço
caricatural, a pintura, a fotografia, a escultura, meios tons e
chapados, tudo guiado por um texto poético lúcido e coerente.
Outras
histórias em quadrinhos apresentadas no álbum corroboram a visão
crítica do autor enfocando questões sociais e dramas pessoais num
universo urbano claustrofóbico e, ainda assim, fascinante e bem
humorado. A HQ “A busca do absoluto” serve de síntese desse
fragmento da obra de Maxx, revelando o quanto os quadrinhos podem
ser expressivos como linguagem gráfica e textual.
Henrique
Magalhães
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