Álbuns

Livros

Revistas

Camaradas

Index

Pedidos com cheque nominal para

Henrique Magalhães

Av. Maria Elizabeth, 87/407

João Pessoa, PB. 58045-180

Para transferência ou depósito bancário:

Banco do Brasil, agência 1619-5, conta 41626-6 (envie por e-mail o número da agência onde for feito o depósito, seu pedido  e o endereço para entrega)

contato@marcadefantasia.com.br

www.marcadefantasia.com.br 

 

O príncipe lê jornais

 

 

 

 O PRÍNCIPE LÊ JORNAIS 

Cotidiano e poder no jornalismo impresso

Wellington Pereira (org)

Série Veredas  nº 4

João Pessoa: Marca de Fantasia, 2008, 100p, 13x19cm

ISBN 978-85-87018-79-3

R$14,00

A pesquisa contra a burocracia universitária

 

 

Quatro livros publicados em cinco anos. Isto é pouco? Considerando os padrões europeus e norte-americanos para as pesquisas no campo jornalístico, sim. Este é o resultado da produção científica do Grupecj - Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba, Campus I - João Pessoa.

 

Ao somarmos as dificuldades materiais à falta de interesse da maioria de nossos administradores universitários em financiar a publicação de pesquisas, mesmo dispondo de editoras “universitárias”, podemos afirmar que: pesquisadores que conseguem publicar seus estudos são exceções, mas deveriam ser regras.

 

Nesses cinco anos de existência, o Grupecj publicou a maioria de seus trabalhos - um esforço coletivo que nos faz pensar na situação excepcional alcançada por todos os membros do grupo. Mas, apesar do esforço, assistimos à figuração tênue e frágil que representa a relação entre os cursos de graduação e a formação de novos pesquisadores.

 

Em nosso país, as pesquisas são pensadas para além da vida cotidiana: ora próximas ao mercado industrial, ora mistificadas pelo pacto diabólico do Fausto, imortalizado na obra de Goethe.

 

Dificilmente, pensamos sobre os saberes locais e suas configurações de ordem estético-social. Por isso, os atores das Ciências Humanas, enquanto professores e alunos, são discriminados em suas instituições ante os magníficos efeitos de ciências distantes do cotidiano, propriedades de poucos demiurgos.

 

Então, haveria sentido pesquisar as relações que o Jornalismo (enquanto produtor, intérprete e difusor de saberes) mantém com a vida cotidiana? Sim! E este é o nosso esforço.

 

Pertencendo a um modelo de instituição de ensino superior limitada a poderes circunstanciais, fortalecida pelo medo de ser inteligente, haja vista a intelligentsia preferir se esconder na arrogância burocrática, fragilizando os súditos e os príncipes, seria mais fácil desanimar, não pedir ajuda para publicar pesquisas: algo “estranho” aos padrões das editoras universitárias.

Os  ensaios que passamos aos leitores são  frutos das idéias dos pesquisadores do Grupecj, cuja resistência contra os “lambe-cus-universitários”, para usar uma expressão usada por Weber contra a burocratização das idéias, materializa-se na percepção de como o jornal impresso pode nos ajudar a pensar as relações entre o espaço público, a midiosfera e a política.

O importante é que o leitor tem em mãos o quarto livro (em cinco anos) do Grupecj sobre o poder e o cotidiano nos jornais de João Pessoa, capital da Paraíba. E, ao ler estes parágrafos pode constatar que o nosso protesto surtiu efeito: a publicação do livro.

Wellington Pereira