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Top! Top!

 

 

 

 TOP! TOP! 

Editor: Henrique Magalhães

João Pessoa: Marca de Fantasia, janeiro de 2008, 44p, 14x20cm

ISSN 1415-8558

R$6,00

Raio-x do espetacular Baraldi

 

O fanzine Top! Top! chega à edição 24 com mais uma grande entrevista e muitos quadrinhos. A personalidade em destaque é o cartunista e multimídia Marcio Baraldi, criador das personagens Roko-Loko, Adrina-Lina, entre tantos outros. Marcio tem se destacado pela publicação de cartuns e quadrinhos em vários veículos da imprensa nacional, trabalhando com temas que vão do mundo glamourizado do rock ao universo homossexual. A capacidade de Marcio de transitar por vários gêneros de publicação tem lhe dado uma visibilidade excepcional, que é resultado de um trabalho intensivo e perseverante, além de uma qualidade incontestável. Seus álbuns de quadrinhos já ganharam vários prêmios, sendo aclamados pela crítica e pelo público.

 

A obra de Marcio vai além dos quadrinhos e cartuns. Ele participa do programa televisivo Banca de Quadrinhos, escreve para o sítio bigorna.net, já fez boneco de Roko-Loko, vídeo game e tem muitos outros projetos que o transformam num verdadeiro homem-espetáculo. A trajetória desse artista multifacetado, seu modo de produção, sua história e pensamento, em particular no que diz respeito ao mundo dos quadrinhos, é o que nos revela a entrevista exclusiva desta edição, que vem acompanhada de vários cartuns e quadrinhos do autor.

 

O balanço da produção editorial de 2007 da editora Marca de Fantasia é feita num artigo do editor, que traça algumas reflexões sobre o mercado e as premiações atribuídas aos artistas e lançamentos da área. O objetivo é fazer uma revisão dos rumos da editora em busca de seu aperfeiçoamento, ao mesmo tempo em que desvenda as diretrizes e perspectivas do projeto editorial, compartilhando com o público sua construção.

 

Em outro artigo é mostrada a atual produção dos quadrinhos pernambucanos. Leonardo Santana e mais José Henrique e Téo Pinheiro acabam de lançar a revista F.D.P.: Se não morrer ninguém, não é notícia, produzida por Um Hombre Estúdio & Produções, que vem somar ao profícuo trabalho do grupo Pada, editora da conceituada revista Prismarte. José Valcir, do grupo Pada, reclama da indiferença da imprensa com a produção dos quadrinhos do estado e responde com novos projetos e muito mais produção.

 

O fanzine Top! Top! apresenta, ainda, além de quadrinhos de Edgard Guimarães, a tradicional seção Chamada geral, com resenhas de outras publicações independentes e encerra a edição com a opinião dos leitores, na seção Lero-lero. É degustá-lo à vontade.

 

Leia na versão pdf

 

A entrevista

 

RAIO-X DE BARALDI:

As peripécias do cartunista mais agitado do Brasil!

 

A história de Marcio Baraldi daria uma boa história em quadrinhos de aventura. Obcecado pelo trabalho, produz alucinadamente quadrinhos e cartuns para várias revistas e jornais ao mesmo tempo, além de participar como cartunista e articulista do sítio www.bigorna.net. Seus personagens já conquistaram um público fiel e crescente. Os álbuns Roko-Loko e Adrina-Lina ganharam prêmios nacionais e geraram outros produtos da cultura pop, como videogame e boneco.

Baraldi publicou Todas as cores do humor, primeiro livro de cartuns com temática homossexual com enfoque não preconceituoso ou estereotipado. Fez o primeiro personagem tatuador dos quadrinhos, o primeiro rapper, o primeiro roqueiro legítimo, o primeiro super-herói travesti, ou seja, uma legião de figuras excluídas do universo majoritariamente ascético dos quadrinhos.

Sendo uma personalidade tão excêntrica, não nos surpreende se o próprio Baraldi venha a se transformar num de seus personagens. Ou talvez ele já esteja um pouco em cada um deles. Respostas a esta e outras questões encontram-se na entrevista a seguir, onde Baraldi se mostra por inteiro e pelo avesso.

 

Fale-nos um pouco de sua origem e sua formação.

Nasci em Santo André, no ABC paulista, em fins dos anos 1960. Nasci em plena ditadura, na região mais politizada do Brasil. Sou filho de um casal operário típico do ABC da época e, com exceção da faculdade, sempre estudei em escola pública. Fiz colégio técnico em Desenho Mecânico e faculdade de Artes Plásticas.

 

Qual sua formação na área das artes gráficas?

Só a faculdade mesmo. O resto foi na raça!

 

Qual foi seu primeiro contato com os quadrinhos? Quais autores influenciaram seu trabalho?

Eu aprendi a ler aos 5 anos com três professores: Maurício de Sousa, Ziraldo e Monteiro Lobato. E minha mãe, claro, que teve a paciência de me dar um alfabetizada básica de tanto que eu enchia o saco pra me ensinar a ler os gibis da Turma da Mônica e Pererê!

Esses três artistas são meus mestres ontem, hoje e sempre!

 

Quando e onde você começou a publicar quadrinhos e cartuns?

Eu comecei em 1983 no Sindiquim, jornal do Sindicato dos Químicos do ABC, como chargista. Lá aprendi a fazer charges políticas, cartuns, tiras e HQs. Foi minha grande escola na profissão e trabalho lá até hoje, além de ter mais uns 50 empregos (risos)!

 

Como boa parte de sua geração, você passou pela auto-edição, pela imprensa alternativa, pelo fanzine?

Com certeza! A imprensa sindical, quando eu comecei, era muito básica, muito “faça-você mesmo”. Lá, além de fazer as charges, eu aprendi a escrever e produzir um boletim inteiro, cartazes, adesivos, filipetas etc. Isso me deu uma base pra fazer meus próprios fanzines, onde eu falava de rock, xingava o governo, inventava muitas besteiras como receitas de bolos explosivos e pautas de reivindicações absurdas como “motel grátis para os trabalhadores” e “Vale-Puteiro”! (risos) Eram fanzines que recebiam nomes simpáticos como Udigrudi (original, não?), Almanaque Degradante e Voz da Inutilidade, uma paródia do Voz da Unidade, um jornal de esquerda da época.

 

Você acha importante esse tipo de publicação fora do mercado?

Claro, onde mais você exigir Vale-Puteiro do governo (risos)?!? Só no fanzine mesmo!

Fanzine é para isso mesmo, para você exercitar sua criatividade, tentar o novo sem se preocupar com bosta nenhuma, se vai vender ou não. Basta lembrar que a Casseta e Planeta começaram como fanzines e conseguiram crescer e até entrar na Globo fazendo um humor livre e desencanado. Na Globo eles já não são tão livres, mas na revista deles era esculacho pra todo lado, tipo Barão de Itararé. Que por sinal também foi o rei da imprensa alternativa de sua época e criou um humor totalmente livre, original e rebelde. As coisas mais interessantes estão fora do grande mercado ou começaram fora dele.

 

Há possibilidade de se entrar no mercado por intermédio dos fanzines?

Lógico! Tanto que eu citei o caso da Casseta e posso dizer que 99% dos cartunistas do planeta começaram suas carreiras em fanzines ou imprensas alternativas, menores. Os que não entraram é porque não quiseram, não gostaram ou não tiveram empenho (ou talento) suficiente.

 

Seu trabalho ocupa um veio próprio no meio das artes gráficas, com predominância de uma estética psicodélica pelo uso extravagante das cores e pela abundância de detalhes. Você assimilou elementos da arte pop, da cultura hippie?

Não, nunca me liguei nisso! Entrei na faculdade de Artes Plásticas quando eu já tinha sete anos de carreira como cartunista. Então, praticamente o que eu fiz na faculdade foi pegar as técnicas de pintura que aprendi lá e aplicá-las no meu cartum. Tudo na prática! Não sou um sujeito teórico, acadêmico. Eu sempre pintei com cores fortes porque a arte do sujeito é um reflexo da personalidade dele. Uma pessoa tímida escreve com letras miudinhas, uma expansiva, com letras grandes e soltas. Pra desenhar e pintar é a mesma coisa. Eu pinto com muitas cores fortes porque minha personalidade é forte e colorida mesmo. Você vê o desenho do Robert Crumb, por exemplo, sempre foi aquela coisa escura, rançosa, neurótica. Por que? Porque o cara é cinza, rançoso, neurótico mesmo! O desenho tem a cara dele. O meu é um retrato fiel do Marcio Baraldi!

 

Você tem ou teve alguma relação com a geração do Pasquim e, depois, com o grupo da editora Circo?

 Não, nada com nenhuma dessas duas gerações. Não publiquei em nenhum dos dois veículos nem sou amigo de ninguém deles. Da geração do Pasquim, como eu disse, sou grande fã do Ziraldão, os demais eu respeito, mas nunca me liguei muito. Eu não faço parte de turma nem de geração nenhuma. Sou um extraterrestre que caiu no Quadrinho Brasileiro (gargalhadas)!

 

Você tem um trabalho exaustivo. Tem idéia em quantas revistas publicou desde o início da carreira? Pode citar todas elas?

Citar todas é realmente impossível. Daria umas dez entrevistas (risos). Mas o que eu posso te dizer é que acabo de completar DEZ METROS de publicação. Ou seja, juntando todas as revistas que já ilustrei dá uma pilha de dez metros de altura! É um marca muito legal e não é qualquer um que chega nela. Até fiz umas fotos xaropes pra tirar uma onda. Nessa pilha tem revista de tudo, maluco: de manual de mecânica de automóvel até revista de receita de bolo, passando por eróticas, roqueiras, de tatuagem, infantis, adolescentes, de política, espíritas e o que mais você puder imaginar.

 

Seu trabalho circula em diversas publicações simultaneamente. Você se adapta ao estilo da publicação ou o conteúdo se adapta ao seu estilo?

Boa pergunta!Acho que eu começo me adaptando ao conteúdo, afinal sou novo na casa. Depois quando vou ver o meu trabalho já está dando “a cara” pra revista, ou seja, já está criando uma nova personalidade, mais alegre, pra revista.

 

Seus quadrinhos voltados para o universo das bandas de rock são muito originais. Você já publicou em revistas fora do país?

Com certeza! Além das sete revistas brasileiras que eu faço, ainda desenho pra uma de Portugal (Metal Heart) e uma do Equador (Headbanger Magazine). Meus quadrinhos também estão em vários sites roqueiros de Portugal. Agora com a internet você fica internacional mesmo que não queira (risos)!

 

Sua versatilidade vai do cartum à ilustração, dos jogos eletrônicos à figura de ação (boneco, miniatura). Como você faz pra dominar tantas técnicas e linguagens? Você terceiriza a parte técnica dessas produções?

Eu me associo às empresas/parceiros certos. Desenhar, escrever e editar eu faço tudo sozinho, nunca tive ajudante nenhum. Mas pra fazer os bonecos eu contrato uma empresa que os produz pra mim, com base nos modelos (model-sheets) que eu passo pra ela. O vídeo-game também: eu bolei a história e fiz todos os desenhos e duas empresas especializadas os produziram pra mim, tanto a versão para PC quanto a de celular.

Eu vou aprendendo a fazer esses produtos na raça, fazendo mesmo! Errando e acertando. Sou ariano com ascendente touro, então não tem método didático melhor que esse pra um cabeça-dura como eu (risos)!

 

Você pretende trabalhar com animação?

Já fiz algumas coisas comercias, como uma vinheta do Roko-Loko que passa o tempo todo na webTV ALLTV (www.alltv.com.br), abertura do programa de rock Sleevers e mais umas coisinhas por aí. Ainda não entrei nesse mercado pra valer, pois dá muito trampo e gasta-se muito, mas vou acabar entrando. Meus personagens, modéstia a parte, ficam ótimos em animações.

 

O que acha de licenciamento de personagens? Isso está em seus planos?

Eu quero colocar meus personagens no máximo de produtos que eu conseguir. Já fiz livros, bonecos, games, camisetas. Agora vou atacar com as palhetas, pôsteres, adesivos, bonés e chaveiros do Roko-Loko. Mas eu não licenciei pra nenhuma empresa até o momento, preciso estudar melhor essa matéria. Por enquanto eu vou bancando e administrando tudo sozinho, assim eu desenvolvo meu lado empresário também, o que é muito positivo para minha vida como um todo. Eu ainda estou muito fiel ao meu velho e punk lema de vida “faça você mesmo!”.

 

Você trabalha desordenadamente ou tem algum método que organize toda essa produção?

Sempre fui desenhista compulsivo! Tenho necessidade de ação o tempo inteiro, não nasci para o ócio, a lerdeza ou a moleza. Falo rápido, penso rápido, ajo rápido e trabalho rápido. Pra por ordem na linha de produção chamo o Sargento Baraldi, um militar extremamente disciplinado e linha-dura que me acompanha onde quer que eu vá. É o meu “grilo-falante”, meu “guia espiritual” (risos).

 

Você é responsável pelo primeiro livro de cartuns a abordar corretamente a questão homossexual. Qual sua relação com o meio e como você construiu o humor sem apelar para os estereótipos do gênero?

Quando eu entrei na profissão botei na minha cabeça que, pra ser bem sucedido, eu ia ser um profissional “pau pra toda obra”, ou seja, não ia ficar com frescurada nem discriminar público nenhum. Por isso entre meus 500 empregos, trabalhei pra revistas GLS e pra uma editora chamada Edições GLS, ligada à editora Summus. Lá eu ilustrei o site e vários livros para o publico gay e lésbico. Até que um dia a editora, a Laurinha Bacellar, me propôs fazer um livro só de humor GLS e eu topei. Aí juntamos dois terços do livro com cartuns que eu produzi para esse público e um terço com uma personagem que criamos juntos, a lésbica caminhoneira Pit-Bull Tina. Ela escrevia as crônicas da personagem e eu ilustrava. Então ficou um livro bem homo(ops!)gêneo (risos)! O lançamos em 2002 e foi bacana porque foi o primeiro livro de cartuns GLS politicamente corretos do Brasil. É tudo muito engraçado e criativo sem ser agressivo com o público homossexual, muito pelo contrário, tratando-o com dignidade. Tem gente que acha que ser politicamente correto é sinônimo de chatice e panfletarismo. Não tem nada a ver, isso depende da criatividade e competência de cada um. Vai do nível mental e feeling do artista. Tanto é que esse livro entrou na Biblioteca dos Quadrinhos, do Gonçalo Júnior, que rasgou uma seda pra ele e o considerou um livro realmente inovador e pioneiro. Tem muito cara com mais estrada e mais livros que eu que não entrou nessa Enciclopédia do Gonçalo.

E o público reagiu super bem, lembro que na época eu recebi o pagamento em livros. Eu sozinho vendi uns quatrocentos livros e fiz um dindimzinho pra mim (risos)!

 

Você trabalha para públicos segmentados, como o público de rock, o de jogos eletrônicos, o público homossexual. Tem como medir o retorno desses públicos? Você trabalha com grandes ou pequenas tiragens?

Só pequenas tiragens, dois mil exemplares de cada livro. Acabou, eu imprimo mais dois mil. Hoje em dia é assim pra todo mundo! Acho que nem o Paulo Coelho vende mais 50, 100 mil exemplares como chegou a vender.

Meu retorno é através dos zilhões de cartas, emails e scraps do orkut que recebo todo dia. Sem falar dos cumprimentos que recebo pessoalmente. Onde eu vou encontro alguém que conhece meu trabalho de alguma publicação e gosta dele. A minha maior recompensa é esse reconhecimento, esse carinho. Não imagino que eu vá ficar trilionário vendendo livros no Brasil.

 

 Como se dá seu contato com o público?

 Eu faço como o Tio Milton ensinou e vou onde o povo está (risos)! Faço muito lançamento e vai muita gente, fico conhecendo zilhões de pessoas. Além disso, hoje em dia tem a internet, com ela já arrumei fãs pelo mundo todo. Já recebi e-mail do Japão,  Argentina, Inglaterra, já recebi cartão postal de uma espanhola doida que gostou das minhas HQs eróticas (risos)! Enfim, com a internet o mundo ficou pequeno, todo mundo acaba conhecendo você e seu trabalho.

 

Qual foi a reação mais passional ou pitoresca do público em relação ao seu trabalho?

Já ganhei toalha de banho bordada com meu nome (risos), livros, bombons, CDs, flores, cartinhas apaixonadas (risos)! Camisetas já ganhei zilhões, tô quase abrindo uma loja (gargalhadas). Enfim, é bom saber que meu trabalho desperta bons sentimentos, e até paixões, nas pessoas. Eu sempre quis fazer um trabalho com visual e conteúdo positivos! Não sou um cara negativo, pessimista, e nem quero contaminar as pessoas com uma energia ruim dessa.

 

Você conquistou vários prêmios Ângelo Agostini de melhor cartunista e melhor lançamento em 2003 e 2004 com os álbuns Roko-Loko e Adrina-Lina. O que isso representa em sua carreira?

Eu já ganhei sete Ângelo Agostini, dois Vladimir Herzog de Direitos Humanos, um Humor Popular e acabo de ganhar o prêmio GRC de música independente, pelo meu cartum totalmente engajado à música independente, sobretudo o rock, brasileira.

Esses prêmios todos me soam como uma recompensa pelos zilhões de sacrifícios que eu fiz e faço nessa profissão que, no Brasil, não é das mais fáceis. Sempre trabalhei muito e sempre apostei e investi em mim mesmo. Sou meu melhor amigo nessa vida!

Os prêmios me dão mais moral no mercado e aumentam minha auto-estima, me dão a certeza de que não trabalhei tanto em vão. As pessoas estão vendo a trajetória que eu construí e estão me cumprimentando e homenageando por isso. Fico feliz e espero ganhar muito mais (risos)!

 

Você tem uma extraordinária habilidade em lidar com o mercado. Como você faz a promoção de sua obra, que estratégia utiliza para a massificação de seu trabalho?

Cara de pau (risos)! Eu costumo brincar que nasci pobre, mas Deus me deu muita saúde, algum talento e muita cara de pau pra vender meu trabalho. Nasci numa família duranga, desestruturada e muito infeliz. O lado bom disso é que aprendi a ser independente e correr atrás de um futuro melhor muito cedo. Com 11 anos comecei a trabalhar e nunca mais parei! Muitos caras que eu admiro passaram pela mesma trajetória difícil: Chaplin, Walt Disney, Gene Simmons (do Kiss), Marlon Brando. Eu gostava de ler a biografia desses caras e tentava aprender algo com eles. Aprendi a ter respeito por mim mesmo, a bloquear qualquer contato com gente ou coisas negativas. Rompi com a família, com namoradas inúteis e “amigos” parasitas. Não fumo, não bebo, não uso drogas, sempre fiquei distante dessas porcarias. Me concentrei radicalmente no trabalho pois saquei que era meu salvo-conduto para sair da pobreza e da tristeza. Quando eu vendo minha obra pro público ele sabe que estou vendendo algo honesto e positivo. É um trabalho transparente, através do qual dá pro leitor ver a minha cara nitidamente! Enfim, eu vendo meu trabalho com prazer porque realmente acredito nele!

 

Pela velocidade de sua produção, suas idéias não chegam a ser guardadas na gaveta. O que vem por aí, de repente?

Recentemente saiu Roko Loko REMIX, nova versão do game com DVD. E o livro Humortífero, coletânea de HQs da revista Metalhead. Depois vem o livro e exposição dos 25 anos de imprensa sindical do Baraldão. E mais um monte de coisas. Como diriam os poetas do rock’n’roll: “O tempo não pára!” e “Sempre em frente, não temos tempo a perder!”

Sucesso e saúde a todos! Longa vida a você, à Marca de Fantasia e à Top! Top!

Abraços!

Visitem meu site: www.marciobaraldi.com.br

 

Entrevista concedida a Henrique Magalhães para revista Top! Top! em agosto de 2007.